A formulação de um projeto de arquitetura passa, freqüentemente, pela construção de conceitos que atuam como elementos que estimulam e guiam o processo criativo. Os conceitos não devem ser visto como “um elemento isolado e imobilizado, mas sim uma parte ativa do processo intelectual constantemente engajado a servir de comunicação, compreensão e a resolução de problemas” (Delage, 1995). Conceitos são construções intelectuais criadas pelo arquiteto em função de um contexto único aonde: por um lado, aparece um problema projetual mal estruturado e em constante mutação e por outro uma visão de mundo e um conjunto de experiências que o arquiteto construiu ao longo de sua vida. Segundo Brandão (Brandão, 2005) “o conceito não é apenas uma elaboração mental prévia, destinada a ser substituída pelo projeto no qual ela seria totalmente absorvida, mas o medium histórico da linguagem através da qual nos constituímos e compreendemos o mundo em que vivemos”. Este artigo apresenta parte da investigação que está sendo feita no sentido de identificar e melhor compreender qual o papel que estes elementos – conceitos – possuem no processo de concepção em arquitetura. Para tanto, foi desenvolvida uma base informatizada de projetos de conclusão de um curso de arquitetura. Desta base foram extraídos os textos que conceituam e descrevem os projetos dos alunos para que, posteriormente, estes fossem analisados. A metodologia empregada para análise teve como inspiração o trabalho denominado “Think-Maps” utilizado por Rivka Oxman (Oxman, 2006) em seus cursos. Think-maps possui dois pressupostos teóricos: construtivista no sentido de que o aluno não é um receptor mas sim um produtor de novos conhecimentos e mapeamento conceitual enquanto um instrumento de organização deste conhecimento. Think-maps “emprega modelos computacionais enquanto um meio para representar, projetar e construir modelos de estruturas conceituais no raciocínio projetual.” A metodologia que está sendo utilizada consiste em: (i) identificação de conceitos empregados, (ii) sua organização em grupos, (iii) criação de vínculos de parentesco e (iv) revisão geral dos mapas conceituais obtidos. Os mapas conceituais são pequenas ontologias que serão utilizadas em uma pesquisa mais ampla que visa à construção de um sistema de organização de referências ao projeto de arquitetura. Neste sistema os conceitos servirão como elemento de indexação das referências. Ao final deste artigo é apresentado o estágio atual da construção dos mapas conceituais e as perspectivas de continuidade da pesquisa. Referências Bibliográficas Brandão, Carlos Antônio Leite. Linguagem e arquitetura: o problema do conceito. Texto obtido na Internet no sitio: http://www.arquitetura.ufmg.br/ia/conceitorevcaca.html em 10/10/2005. Delage, Corine et Marda, Nelly .1995. Concept Formation in a Studio Projet. in Educating Architects, New York, ACADEMY ED, pg.65-67. Oxman Rivka E. 2004. Think-Maps: Teaching Design Thinking in Design Education. In Design Studies Vol. 25, No 1, pg 63-91.
This work was done in continuity to the research of a tool named “kaleidoscope” conceived to organize references to the architectural project by the association of images to concepts. The concepts index the images and are organized in concept libraries. In this part of our work, we are using some methods to create seven concept libraries. We have used the last three years final graduation projects of our students as a source of investigation, trying to form these libraries.